Espaço do Arquiteto

Novidades
Conheça os melhores da arquitetura de 2014.
Conheça os melhores da arquitetura de 2014.
A 7ª edição do Prêmio O Melhor da Arquitetura aconteceu esta semana no Sesc Pompeia, em São Paulo.

A cerimônia de premiação foi comandada pelo apresentador Marcelo Tas e contemplou 18 projetos, feitos pelos mais diversos escritórios de arquitetura de todo o país.

Confira abaixo todos os vencedores da edição de 2014 e também acesse o site oficial do prêmio para acompanhar a cobertura completa.

INTERVENÇÃO URBANA: Ponte sobre Canal Guarapiranga, de Loeb Capote Arquitetura e Urbanismo. 

Na confluência do Rio Pinheiros com o canal da Represa de Guarapiranga, na capital paulista, a engenhosa estrutura móvel liga as margens e amplia em cerca de 2 km a ciclovia paralela à via expressa.

Cada círculo de metal, inspirado no formato da vitória-régia, tem 18m de diâmetro, é coberto de vegetação e se apoia sobre tubulões de concreto.

Já a passarela, usada exclusivamente por pedestres e ciclistas, conta com motores elétricos que a rotacionam, garantindo, assim, a navegabilidade do curso-d’água.

Próximo de estações de trem e metrô, o projeto facilita a rotina urbana, além de transformar a paisagem.

Extensão: 90 m; Construção: JZ Engenharia; Estrutura: Grupo Dois Engenharia; Fundação: Appogeo Consultoria de Projetos Construção; Luminotécnica: Lumini.

RETROFIT: Centro de Debate de Políticas Públicas (SDPP), de Reinach Mendonça Arquitetos Associados. 

Com a intenção de modernizar a residência paulistana assinada por Oscar Niemeyer (1907-2012) em parceria com Carlos Lemos, traçaram-se dois objetivos: incorporar elementos que não interferissem na estética original e valorizar a vasta área verde, inicialmente feita por Roberto Burle Marx (1909-1994).

Assim, foram criadas aberturas transparentes que proporcionam mais luz natural e conforto térmico aos ambientes internos.

Área: 8662 m²; Construção: DO-UFMG; Estrutura: Roberto Fontes; Instalação e Luminotécnica: Magna Engenharia; Consultoria: Marco Antônio M. Vecci.

EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM MAIS DE 2 MIL M²: Edifício Corujas, de FGMF Arquitetos.

Em São Paulo, num lote de 3,5 mil m², a estrutura horizontal, separada em três eixos, cria escritórios com espaços generosos, práticos e integrados a um átrio arborizado.

Graças às largas aberturas e aos brises metálicos, a luz natural clareia as salas em grande parte do dia, o que reduz o consumo de energia.

A arquitetura se vale, ainda, do contraste entre a base de madeira, a estrutura pré-moldada de concreto aparente e a caixilharia de metal.

Área: 6880 m²; Construção, Estrutura e Fundação: Gama Z; Instalação: TESIS; Luminotécnica: Franco e Fortes; Consultoria de Segurança: RTS; Comunicação Visual: Nitsche Associados.

EDIFÍCIOS COMERCIAIS – MENOS DE 2 MIL M²: Lopes Quintas, de Gisele Taranto Arquitetura.

Para se inserir no contexto de seus vizinhos, em grande parte construções residenciais, a torre comercial lançou mão de varandas e transparência – exatamente como os prédios do entorno.

Localizado no Rio de Janeiro, o projeto encerra boas sacadas para amenizar as altas temperaturas: telhado verde, fachada revestida de placas isolantes (fabricadas com uma mistura de madeira e cimento) e, por fim, toldos externos microperfurados para controle solar.

O complexo também conta com um astuto sistema de captação de água pluvial, evitando, assim, o desperdício.

Área: 1719 m²; Estrutura: Marcio Pompei; Fundação: Coenge e Soloteste; construção: Tecto; Instalação: Aq; Luminotécnica: Maneco Quinderé.

ESCRITÓRIOS: Estúdio de Fotografia, de stuchi & Leite Projetos.

 

Converter o imóvel paulistano da década de 70 num prático e moderno espaço de trabalho foi uma obra realizada em três frentes: derrubar todas as paredes a fim de ganhar amplitude visual, instalar uma marcenaria minuciosa que concentrasse todos os serviços e, por último, elevar o piso dos fundos do apartamento para incorporar a vista do bairro dos Jardins ao projeto.

Destaque do escritório, o armário tem 4,40 m de comprimento e duas alturas – 2,30 e 2,90 m – devido à plataforma elevada.

O módulo bicolor, que armazena o acervo e organiza os equipamentos fotográficos, ainda contém uma copa.

Área: 92 m²; Estrutura: Jorgeny Catarina Gonçalves Engenheiros Associados; Marcenaria: SD Marcenaria.

LOJAS: Livraria Cultura, de Studio MK27.

Neste projeto, num shopping da capital paulista, a premissa era criar mais do que uma área de vendas: um agradável espaço de convivência para os clientes.

Por isso, o último piso emprega elementos que convidam à permanência, como a extensa arquibancada de 21 m, utilizada para leituras rápidas ou como palco de palestras e pocket shows.

 

Prateleiras brancas, iluminadas por leds embutidos, envolvem o grande vão, que encontra na madeira do piso e do teto um trunfo para gerar a sensação de acolhimento.

Quase invisível, o guarda-corpo de vidro não interfere neste cenário.

Área: 2,5 mil m²; Construção: Valor Engenharia; Luminotécnica: LD Studio.

ESPAÇOS COMERCIAIS: Atelier Aberto, de Ar Arquitetos.

Um trio de prismas retangulares é o responsável pela distribuição das diferentes tarefas neste ateliê em São Paulo.

Por meio deles, os profissionais setorizaram as áreas de exposição e pintura, além da administração, do acervo, do depósito e da copa.

Enquanto as faces opacas dos volumes delimitam funções e usos, seus trechos transparentes abrem-se a pátios e jardins internos, dissolvendo a fronteira entre dentro e fora.

Na fachada, o avanço do bloco principal forma uma sombreada praça semipública.

Área: 200 m²; Construção: Lazzatti Engenharia; Estrutura e Fundação: Reyolando Brasil; Instalação: Usina de projetos.

BARES E RESTAURANTES: Bar Mundial, de Apiacás Arquitetos.

Com pouco tempo hábil para construir, os profissionais saíram em busca de medidas rápidas e encontraram nos componentes pré-moldados a saída perfeita.

Estruturadas em treliças metálicas, chapas de concreto compõem não só lajes como também paredes e painéis externos.

A localização do terreno, numa badalada esquina de São Paulo, foi usada a favor da planta, que inovou com duas entradas principais – uma pela varanda, na rua lateral, e outra pela praça, na via principal.

Já o desnível do lote insinuou a colocação de um mezanino entre o térreo e o pavimento superior.

O arremate veio com o piso de madeira, que traz conforto e contrasta com os demais materiais.

Área: 300 m²; Construção: Dja Reformas; Estrutura e Fundação: ll Estruturas; Instalação: Mitaros Engenharia; Luminotécnica: Lux Projetos.

CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS: Residências da Mata, de Arquitetura Gui Mattos.

Neste condomínio em Porto Feliz, SP, a topografia acidentada passou de obstáculo a solução.

O desenho tirou proveito da irregularidade do solo para acomodar as casas, erguidas sobre pilotis, armadas com elementos pré-moldados e acessadas por passarelas.

Conforme a situação, os espaços de lazer se situam ora sob os pilotis, ora no térreo. Recursos como os painéis da fachada, os muxarabis e o banheiro pronto foram desenvolvidos com os fornecedores em fábrica para assegurar o bom resultado.

Deu certo: cada residência consumiu quatro meses de obra.

Área: 5,3 mil m²; Construção: JHSF; EstruturA: Projetos Alpha; Fundação: Geobrax; Instalação: Grau Engenharia; Painéis: Stone.

REFORMA DE APARTAMENTO: Apartamento Rua Pirapetinga, de Piratininga Arquitetos Associados e JPG.Arq.

Num dos primeiros edifícios erguidos com estrutura metálica em Belo Horizonte, este apartamento foi reformulado para tornar a planta mais proporcional a seus 600 m².

Apesar de amplos, os cômodos eram compartimentados e escuros. Por isso, a providência inicial tratou de redistribuir os espaços.

Então vieram abaixo as paredes, os forros e as divisórias; revelaram-se a laje de concreto e as vigas estruturais.

Com o pé-direito mais alto, a iluminação corre à mostra em dutos e spots.

O eixo de concreto corta o imóvel no sentido longitudinal dividindo as alas social e íntima. Área: 600 m².

REFORMA DE CASA: Casa VRP, de FigueroA.Arq.

O sobrado, construído na década de 40, em São Paulo, já havia passado por reformas.

No entanto, todas mantiveram os ambientes acanhados e escuros.

Por isso, a premissa da última intervenção foi abrir alas à amplitude e à luz natural, ambas conseguidas com a demolição de todas as paredes internas.

O pé-direito duplo, conquista da obra, permitiu a instalação de passarelas metálicas para conectar os dois quartos no segundo pavimento.

O novo projeto incorporou, ainda, um jardim vertical no pátio, antes usado como área de serviço.

Área: 91 m²; Construção: Ramiltec; Estrutura e Fundação: Mario Monsalve; Instalação: Projemaster; Luminotécnica: Ana Spina; Marcenaria: Rebi do Brasil; Caixilhos e espelhos: Hiper Box Vidros.

CASA DE CAMPO: Casa GCP, de Bernardes Arquiteturacasa.

Apesar da generosa área disponível – 5 mil m² –, havia algumas limitações à implantação da residência.

Devido a uma rotatória e aos afastamentos obrigatórios em relação à rua, os profissionais tiveram de buscar saídas criativas para não perder a vista privilegiada.

Chegaram, então, a uma solução simples e eficaz: dois volumes encaixados de forma perpendicular.

No primeiro, de concreto, estão os quartos. O segundo, uma estrutura de madeira, abriga os espaços sociais.

Elementos marcantes do projeto, os brises pivotantes de cobre oxidado foram inseridos de maneira a barrar a insolação direta na fachada e direcionar o olhar para a porção mais bela do lote.

Área: 910 m²; Construção: All’e Engenharia; Instalação: Grau Engenharia; LuminotécnicA: Lightworks; Gerenciamento: Cimenge Engenharia; Marcenaria: Oficina de Marcenaria; Esquadrias: Jofebar; Brises: N. Didini.

CASA DE PRAIA: Casa Xan, de Mapa Arquitetos.

Inserida num condomínio fechado em Xangrilá, a 150 km de Porto Alegre, a residência de veraneio se divide em dois pavimentos.

Objetivo, o programa concentra o lazer no térreo e reserva o primeiro piso para os três quartos e banheiros.

Solta no terreno, uma parede de concreto faz as vezes de muro e dá privacidade à ala social, cercada de superfícies transparentes.

Em contraposição à leveza do vidro, brises e esquadrias de madeira abraçam o pavimento superior e desenham a fachada.

Área: 300 m²; construção: Alm Construções; Estrutura e Fundação: Tecnolinea; Instalação: Studio Horizonte.

CASA URBANA – MENOS DE 300 M²: Casa de fim de semana em São Paulo, SPBR Arquitetos.

A altura máxima estabelecida para as edificações do bairro – 6 m – foi o ponto de partida para o desenho da obra, projetada como refúgio de lazer de um casal.

Nessa cota, local de maior insolação, fica a piscina suspensa. Junto a ela, o solário funciona como contrapeso ao tanque, e vice-versa.

Distribuída em três níveis, a construção reserva sua camada intermediária para o terraço, o estar, os quartos e a cozinha. No nível da rua está a área de lazer, integrada ao jardim.

O imbatível combo de madeira, concreto aparente e vidro resume a lista de materiais.

Área: 184 m²; Construção: Renner Engenharia; Estrutura: Ibsen Puleo Uvo; Fundação: Apoio Assessoria e Projeto de Fundações; Instalação: JPD Projetos; Luminotécnica: Reka.

ESCOLHA DA REDAÇÃO: Unitt Urban Living Basiches Arquitetos Associados.

Situada na capital paulista, a torre é composta apenas de apartamentos duplex.

A metragem variada das unidades (58, 109 e 167 m²) resultou numa composição que gerou vazios na fachada.

Esses últimos, por sua vez, deram origem a mirantes e terraços coletivos acessados por passarelas.

No recuo frontal há um pátio verde, que dá privacidade à área de lazer, localizada logo atrás dele.

Pela discussão que propõe para a qualidade dos empreendimentos imobiliários residenciais, o projeto mereceu o destaque especial concedido pela redação de ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO.

Área: 11554 m²; Construção: SKR Engenharia; Estrutura: Aluizio d’Avila; Fundação: Solo.net; Instalação: Rewald; LuminotécnicA: Foco; Projeto legal: Adesa Arquitetura.